Projeto com foco na educação em saúde, realizado em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre, é iniciado na Fase

O projeto para promover a educação em saúde, desenvolvido pela Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase) em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde, começou nesta sexta-feira (27) no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) Porto Alegre I. No Centro de Internação Provisória Carlos Santos (Cipcs), as atividades foram iniciadas no dia 17 de novembro, bem como o Centro de Atendimento Socioeducativo Feminino (Casef) no dia 24.

A ideia do projeto é, por meio de quatro eixos principais — autonomia, gerenciamento de riscos, aprendizagem socioeducativa e saúde e bem-estar — promover um conjunto de oficinas que abordam temas como abuso de substâncias, sexualidade, masculinidade, paternidade e maternidade consciente, entre outros. “Os adolescentes são reunidos em pequenos grupos para abordarmos a saúde e as suas necessidades em uma linguagem lúdica, fazendo com que eles possam entender com mais facilidade os conceitos desses assuntos”, afirma Ricardo Piovesan, chefe do Núcleo da Saúde do Adolescente da Fase, sobre as oficinas que envolvem atividades artísticas, jogos, meditação, teatro e grupos de conversa.

O cronograma prevê a realização de 36 oficinas no Casef e no Case Poa I e 12 no Cipcs, duas vezes por semana. Cada uma das três unidades dará um nome diferente para o projeto, pois a ideia é que ao longo das atividades os alunos formem uma identidade própria conforme aprofundem os temas, como parte de um conceito de promover maior participação e autonomia a eles.

Para cada oficina é elaborado um roteiro que especifica os objetivos, materiais necessários e modo de realizar a atividade, separados por etapas e previamente aprovados pela Secretaria Municipal de Saúde. Portanto, todo o material é arquivado com o objetivo de deixar um legado para a socioeducação, sendo possível replicar as práticas do projeto em ocasiões futuras. “Termos uma continuidade é fundamental para potencializar a educação da saúde, porque é fundamental que os jovens possam ter conhecimento básico para cuidarem de si próprios, inclusive buscando ajuda”, afirma Ricardo.

 

Texto: Alessandro Sasso

Edição: Jéssica Britto

 

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