Atividades pedagógicas envolvem socioeducandos das unidades de semiliberdade

Adolescentes que cumprem medida em semiliberdade mantêm rotinas de tarefas e estão sendo acompanhados pelas equipes da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase) e Organizações da Sociedade Civil (OSC) que possuem parceria com a instituição, realizando atividades distintas durante o período de distanciamento social, enquanto permanecem em suas residências.

A unidade de semiliberdade orgânica masculina de Porto Alegre elencou uma série de ações para os adolescentes. A equipe técnica, em conjunto com a Diretoria Socioeducativa (DSE), organizou atividades pedagógicas observando a escolaridade individual dos adolescentes. As tarefas foram encaminhadas por telefone (aplicativo WhatsApp) e orientadas individualmente por áudio ou vídeo. Outras foram entregues em visitas domiciliares, também realizadas neste período de isolamento social. “Foi enviado um vídeo institucional e informativo contendo o manual do adolescente. Desta forma, as famílias também participaram do processo e puderam conhecer um pouco mais sobre a semiliberdade e as rotinas diárias de seus filhos. As atividades tiveram boa aceitação pelos jovens e familiares”, disse a diretora Verônica Martins.

Na Capital, por exemplo, os jovens elaboraram um vídeo da produção de máscaras caseiras, mostraram as medidas de prevenção adotadas em casa em relação ao coronavírus e entrevistaram familiares usando como tema a pandemia.

As equipes mantêm contato diário ou semanal com os jovens e familiares, além das visitas domiciliares, o que ocorre com todas as unidades. Foram entregues máscaras de proteção, cestas básicas e kits de higiene às famílias. “Cada adolescente recebeu um material pedagógico para o período. Também estamos acompanhando a realização das tarefas escolares e dos cursos, pois eles têm recebido via WhatsApp”, descreve a diretora da semiliberdade de Caxias do Sul, Alexandra Bittencourt.

Em Passo Fundo, na unidade gerida pelo Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cededica), parceira da Fase, o acompanhamento também tem se dado por meio das visitas domiciliares e contatos telefônicos. “Realizamos a visita familiar/individual para dar um suporte psicológico para que as pessoas compreendam a si e quais mecanismos esse isolamento social despertou nelas em termos emocionais e como lidar com este momento. É fundamental ter um canal aberto de comunicação com as pessoas, para que as relações afetivas e emocionais sejam mantidas”, detalha a equipe.

Casemi Caxias

172 visualizações 2 visualizadas hoje